A falta de uma política para investir no samba pernambucano marcou o bate-papo entre os alunos de jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco e os organizadores da Associação das Escolas de Samba de Pernambuco (Aespe), no último sábado (6), na Universidade Católica de Pernambuco. Sem patrocinadores e com apenas R$12 mil de investimento da prefeitura, a associação sobrevive através de doações para colocar suas escolas na rua no carnaval.
O presidente da Associação das Escolas de Samba de Pernambuco, Romildo Nunes, contou a história do ritmo e da origem do nome, que tem o registro mais antigo na revista pernambucana O Carapuceiro, datada em fevereiro de 1938, escrita pelo Frei Miguel do Sacramento Lopes Gama. Ele também mencionou os problemas que as escolas sofrem com as mudanças políticas. “Cada pessoa que assumi estes cargos políticos escolhe um local diferente para a apresentação das escolas.”, disse Romildo. Estes locais, às vezes, não favorecem para os sambistas. “O carnaval daqui não projeta uma estrutura para este ritmo e ainda a prefeitura não deixa empresas patrocinarem um desfile – como é no Rio de Janeiro e São Paulo- por falta de interesse”, ele também comentou.
Para o vice-presidente, Roberto Luna, isso ocorre, pois a prefeitura não quer um concorrente para a programação deles. “Poderíamos ter a segunda-feira para o desfile das escolas, porém não é do interesse”, disse. A associação ainda sugere que ocorra um desfile das escolas na rua Dantas Barreto como um dos principais investimentos para a valorização do samba em Pernambuco.
Outro ponto questionado é a valorização de sambistas de outros estados, o que desvaloriza o próprio ritmo em Pernambuco. “A prefeitura investe em cantores conhecidos nacionalmente e esquecem os daqui”, comentou o presidente. Apesar de tantos problemas e dificuldades, o amor pela escola os faz lutar, cada vez, para todo ano desfilar com melhor qualidade.
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