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sábado, 13 de março de 2010

Ações na justiça brasileira

Experiências do Observatório Negro com as diversas mídias. Este é o tema de um dos painéis do Seminário Mulheres Negro Nordestinas contra a Discriminação Racial na Mídia, que irá discutir as ações da entidade no Ministério Público e fazer uma análise das respostas do Estado para os diversos casos.

O painel, que acontecerá no dia 19/03, terá como palestrantes a coordenadora do Observatório Negro, Ana Paula Maravalho e a advogada Rebeca Duarte. Elas avaliarão os casos e o combate de discriminação racial no país e em Pernambuco. O livro Casa Grande e Senzala em Quadrinhos, que foi adotado nas escolas como obra de iniciação à leitura, vai ser um dos pontos discutido. A obra foi veiculada em 2005 pela Editora Globo com parceria a Fundação Gilberto Freyre e Fundação Joaquim Nabuco. “Nos colégios, as crianças e adolescentes formam sua identidade e cidadania e essa publicação é uma reprodução de práticas de racismo”, disse Ana Paula.

Casa Grande e Senzala em Quadrinhos, segundo a entidade, fere o Movimento Negro por ser extremamente racista e sexista. O Observatório Negro entrou com duas ações no Ministério Público Federal e Estadual. O MP Federal em resposta disse que não iria impedir a circulação de um livro de Gilberto Freyre. Em contraponto, o MP Estadual promoveu uma audiência, no qual ouviu várias instituições sobre o caso. Até o momento, não foi divulgado o resultado da ação.

Além do caso Casa Grande e Senzala em Quadrinhos, outros acontecimentos ocorridos na mídia serão debatidos, como: o programa Xuxa no mundo da imaginação e o comercial da Assolan, no qual as crianças estão com perucas feitas de Assolan. Ainda a atuação do Estado nestes casos será discutida. Para Ana Paula, a discriminação racial ainda existe fortemente, pois o próprio governo considera os casos como desqualificados e não apuram.

O evento irá acontecer no Hotel Orange (Ilha de Itamaracá), em Pernambuco, nos dias 18 a 21 de março de 2010.

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